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Controle baseado no Risco!

terça-feira, junho 20th, 2017

É enfadonho e ineficiente o controle só pelo controle.

Há atividades e processos que é melhor deixar sem nenhum controle porque não representam riscos financeiros ou de reputação e, cuja tentativa de controlar, representará custos maiores do que os benefícios.

Vamos a um exemplo:

Suponha que você tenha uma tesouraria bancária que faça operações com títulos públicos na Selic e operações com títulos privados na Cetip. A primeira ideia que vem é a de que o controle sobre as operações com títulos privados deva ser mais robusto, certo? Claro, os títulos privados têm muito mais risco de crédito, portanto é preciso estabelecer alçadas rigorosas em função do valor da aplicação, do risco do papel e por aí vai. O trader júnior só poderá aplicar em papeis de risco AAA e até R$ 500 mil. O trader Senior poderá aplicar em papeis AAA até R$ 2 milhões, como exemplo. Claro que os níveis deveriam ser aprovados pelas diretorias de acordo com o seu apetite a risco. E este apetite pode ser medido por alguns métodos quantitativos e/ou qualitativos.

Já nas aplicações em títulos públicos, no open, é possível ser mais liberal, pois os títulos públicos não apresentam risco de crédito e a operação típica é de apenas um dia. São as operações compromissadas com título público federal. Então, poder-se-ia, por exemplo não colocar limites para o trader júnior realizar operações de over. Entretanto, uma ou outra diretoria, poderia pensar diferente e perceber que embora não exista o risco de crédito, existe um risco de liquidez ou um risco de fraude na estipulação da taxa. Vamos detalhar isso.

Alguns títulos públicos cumprem função de liquidez, definida em política, e não podem ser negociados nem na forma compromissada. Então, uma certa diretoria mais conservadora poderia exigir que os trader junior não pudessem realizar operações acima de R$ 5 milhões, com medo de que eles pudessem, inadvertidamente, prejudicar a liquidez. Num banco em que as taxas não fossem controladas automaticamente por sistemas computacionais, por meios de ranges válidas, previamente definidas, poderia definir uma alçada ainda menor com medo de uma fraude na taxa. Entretanto, se há um sistema onde se pode estabelecer os intervalos válidos para as taxas em função do tipo de papel e do prazo, não há porque temer esta situação.

Dessa forma, a gestão dos riscos é que deve inspirar os controles e o volume de controle deve ser tal que o risco remanescente seja aceitável por parte da diretoria. Geralmente, não se busca eliminar os riscos, imunizar a tesouraria ou o banco, busca-se limitar os riscos a patamares aceitáveis.

 

MBA Gestão de Riscos em Bancos e Fundos – Universidade Mackenzie – DF

terça-feira, junho 20th, 2017

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