O modelo tupiniquim de negócios: lucros fáceis no curto prazo, quase sempre ancorados no governo, e uma bomba relógio para o contribuinte!

O modelo tupiniquim de negócios parece ser um samba de uma nota só! Ancoram-se os negócios o máximo possível em verbas, subsídios governamentais e isenções fiscais e lucra-se no curto prazo. No médio e longo prazos estoura uma bomba na cabeça do contribuinte! Foi assim no Banco do Brasil, foi assim na Petrobrás, foi assim no grupo X do Sr. Eike Batista e parece que será assim com  o BNDES e com os grupos empresariais envolvidos na operação Lava-Jato.

Nem pense que a coisa  deva ser assim mesmo! Isto é o que nos deixa subdesenvolvidos, deitados eternamente em berço esplêndido, que nos faz um país desigual,  com uma economia que faz apenas voos de galinha, de curtíssimo alcance.

Precisamos mudar!

Tenho sempre apontado as facilidades que os sistemas cooperativos de crédito têm junto ao governo central, seja na forma de verbas subsidiadas (que em muitos casos nada fomentam mas apenas arbitram a taxa de juros Selic), isenções fiscais que deveriam permitir o alargamento do quadro de associados e o aumento da carteira de crédito,  objetivos que não vem se concretizando no ritmo possível e esperado.

Por outro lado, temo que uma bomba relógio comece a ser armada no momento em que se deixa de investir em questões essenciais  para aumentar o lucro no curto prazo, priorizando a política e não a sustentabilidade econômica. A falta de investimentos em tecnologia, em processos padronizados, em otimização da estrutura organizacional das entidades de segundo e terceiro graus dos sistemas cooperativistas de crédito e, também, a não contratação de profissionais especializados para garantir uma adequada gestão dos riscos,   cria,  no curto prazo, uma falsa sensação de bem estar, de crescimento fácil.

É como acreditar que nessas terras tudo que se planta dá, sem qualquer esforço.  O que mais se colheu por aqui,  desde Pero Vaz de Caminha, foi mesmo a corrupção, esta sim muito bem plantada por várias gerações de portugueses e brasileiros e que nos legou esta cultura do jeitinho.

O brasileiro pobre e o remediado esperam uma verdadeira inclusão financeira, que as cooperativas poderiam lhes fornecer, mas os sistemas cooperativos acomodam-se com os subsídios e facilidades governamentais, não investem e a carteira de crédito do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo não passa dos 2,6% da carteira do Sistema Financeiro Nacional. Tem-se privilegiado o rentismo dos cooperados ricos, imitando a banca tradicional, tão criticada pelo cooperativismo em seus discursos e propagandas.

No que tange aos investimentos mínimos necessários, a sociedade correrá risco se houver crescimento sem uma infraestrutura adequada, notadamente no que diz respeito aos sistemas e métodos padronizados para a gestão dos riscos e, preferencialmente, com visão integral.  Nesse sentido, a sociedade só pode mesmo contar é com a técnica e a diligência dos qualificados funcionários do Banco Central para protegê-la por meio de suas auditorias e recomendações para aprimoramento dos Sistemas Cooperativistas.

Chega de bombas relógio!

 

One Response to “O modelo tupiniquim de negócios: lucros fáceis no curto prazo, quase sempre ancorados no governo, e uma bomba relógio para o contribuinte!”

  1. É isso aí, companheiro! Há muita coisa errada no país. Esta constituição de 1988 precisa ser completamente revista, para o bem da maioria!

Leave a Reply